Em 18 de dezembro de 2024, o Parlamento Europeu adotou uma alteração ao seu regulamento interno para criar duas novas comissões permanentes: uma dedicada à segurança e à defesa, outra à saúde pública. Esta decisão visa reforçar a capacidade do Parlamento para tratar estas questões prioritárias.
Até agora, o Parlamento Europeu contava com 20 comissões permanentes, cada uma especializada num domínio legislativo (ambiente, transportes, assuntos económicos, etc.). Com a evolução dos desafios geopolíticos (guerra na Ucrânia, tensões internacionais) e sanitários (pandemia de Covid-19), os deputados consideraram necessário criar estruturas dedicadas para melhor coordenar os trabalhos parlamentares sobre segurança e defesa, por um lado, e sobre saúde pública, por outro.
O Parlamento alterou o anexo VI do seu regulamento, que lista as competências das comissões. Concretamente:
Estas duas comissões substituem a antiga subcomissão "Segurança e Defesa" (que dependia da comissão dos assuntos externos) e oficializam um grupo de trabalho sobre saúde que existia de facto.
A decisão foi adotada por 448 votos a favor, 161 contra e 40 abstenções. A votação realizou-se por chamada nominal eletrónica, o que significa que cada deputado foi registado individualmente.
Para os cidadãos europeus, esta reorganização significa que o Parlamento poderá trabalhar de forma mais direcionada em dois temas que lhes dizem diretamente respeito:
Na prática, os cidadãos podem esperar que o Parlamento seja mais reativo e mais competente nestas questões, embora as decisões finais continuem a ser partilhadas com o Conselho (os governos nacionais).
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