Em 11 de março de 2025, o Parlamento Europeu aprovou a nomeação de um novo membro do Conselho Único de Resolução (CUR), o órgão responsável por gerir as falências bancárias na zona euro. A votação foi amplamente favorável: 539 votos a favor, 43 contra e 37 abstenções.
O Conselho Único de Resolução é uma agência europeia chave criada em 2014 no âmbito da União Bancária. O seu papel principal é planear e implementar a resolução de bancos em dificuldade nos países da zona euro, de modo a evitar falências desordenadas que possam desestabilizar a economia e custar caro aos contribuintes. O CUR é composto por um presidente, um vice-presidente e quatro membros a tempo inteiro, nomeados por um mandato de cinco anos renovável uma vez. O procedimento de nomeação envolve uma proposta da Comissão Europeia, seguida de uma audição e de um voto de aprovação pelo Parlamento Europeu.
O Parlamento examinou a proposta de nomeação de um novo membro do CUR (referência N10-0005/2025). Após ouvir o candidato numa audição pública, a comissão dos assuntos económicos e monetários recomendou a aprovação. A votação em sessão plenária confirmou esta recomendação: o Parlamento aprovou a nomeação por 539 votos a favor, 43 contra e 37 abstenções. O novo membro fará parte do CUR por um mandato de cinco anos, contribuindo para as decisões sobre a resolução de bancos em falência.
A votação decorreu por escrutínio nominal eletrónico secreto, conforme previsto no regulamento interno do Parlamento para nomeações individuais.
Esta nomeação pode parecer técnica, mas tem um impacto direto na proteção das suas poupanças e na estabilidade financeira. O CUR assegura que, se um banco falir, os depositantes sejam protegidos até 100 000 euros (graças ao sistema de garantia de depósitos) e que o banco seja reestruturado de forma ordenada, sem utilizar o dinheiro dos contribuintes. Ao aprovar este novo membro, o Parlamento garante que o órgão dispõe da experiência necessária para cumprir a sua missão. Para si, isto significa uma maior segurança dos seus depósitos bancários e uma melhor prevenção de crises financeiras.